segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Adoção: um ato de amor que transforma

        
  Quando se pensa em maternidade, geralmente se faz uma conexão com as questões que envolvem a gravidez e o nascimento de um bebê. Porém, esta não é a única forma de uma mulher exercer a maternidade, há também a possibilidade de se adotar uma criança. 
   Adotar é dar um lar àquela criança ou adolescente cujo destino os deixaram desamparados, é incluir a crianças ou o adolescentes em uma nova família, de forma definitiva, tendo em vista a ausência de seus pais naturais, conhecidos ou não, ou ainda, aqueles casos de perda de pátrio poder.
   Vejo a adoção como um ato de amor e um grande exemplo de alteridade, a relação entre pais adotivos e a criança adotada em grande parte das vezes transformam ambas as partes positivamente. Algumas mães adotivas relatam que se sentiram “renascidas” com a chegada do filho e que, ao acompanharem o crescimento e as conquistas deste, sentiram-se crescendo também, outras comentam que o filho adotivo trouxe “vida” à família, integrou os membros da casa.
   Esse sentimento é mútuo, muitas dessas crianças que recebem um novo lar também se sentem diferentes e transformadas com a  nova família, se sentem mais felizes, mais valorizados e a maioria delas vivem muito bem.
   Se uma criança sofre maus tratos no seio de sua família biológica, abusos de toda espécie, ou se é abandonada à própria sorte, vivendo nas ruas, sendo usada para o tráfico de drogas, como ocorre em nossos centros urbanos, é evidentemente que sua adoção, quer seja por parte de casal homossexual, ou heterossexual ou mesmo por pessoa solteira, desde que revele a formação de um lar, onde haja respeito, lealdade e assistência mútuos, só apresenta vantagens e transformações positivas na vida dessa criança.
    A alteridade está  muito presente na adoção, nessa relação entre pais e filhos adotivos que  transformam uns aos outros, que se desalojam de seu lugar comum, que produzem diferença tanto na vida da criança como na dos pais. Um ato de amor que pode transformar, mudar vidas.

Carolina Schneid

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Violência é realmente a solução?

  



   Muamar Kadafi assumiu o poder na Líbia após o golpe militar em 1969. Ele depôs a monarquia e implantou a ditadura no país. Após anos de repressões e relações internacionais tensas, teve inicio manifestações contrárias ao regime militar. Hoje após mais de quatro décadas de poder e ditadura e oito meses de revolta que mataram pelo menos 25 mil pessoas, o mundo vê uma imagem forte e duradoura do ódio do povo líbio contra Kadafi, sequências do vídeo mostram o ditador Kadafi sendo capturado e torturado de uma forma horrorizante pelos rebeldes.
   Esses fatos mesmo que distantes de nossa realidade não nos causam nada? Na verdade acho que o mundo todo se chocou com tudo isso, e de alguma forma esse acontecimento mudou e transformou muitas pessoas em especial o povo Líbio, mas não só eles, nós também.
   Por exemplo em Brasília a morte de Kadafi virou motivo de festa em frente a embaixada líbia,na cidade diversas pessoas rasgaram e queimaram fotos do ditador. A festa na Líbia foi ainda maior, após o Conselho Nacional de Transição anunciar o fim do ex-ditador, a população começou a dar tiros para o alto e tomar as ruas de Trípoli e Sirte, cidade onde Kadafi foi morto.
   Se pararmos para pensar é estranho comemorar ou ficar feliz com a morte de alguém, eu me senti muito mal vendo tudo isso, afinal ele era antes de mais nada um ser humano da mesma forma que todas as outras pessoas que infelizmente morreram durante as manifestações. Para mim nada justifica alguém tirar a vida de outra pessoa.
   Não consigo ver uma pessoa sendo morta dessa maneira, seja por qual for o motivo e me sentir bem com isso. Talvez você esteja pensando que penso assim porque não me senti atingida pelo Kadafi como o povo líbio, mas ai que está será que tudo não seria diferente se as pessoas soubessem se colocar no lugar do outro? Será que esse simples gesto não mudaria muita coisa?
Provavelmente sim, pois vivemos em uma sociedade individualista, onde as pessoas não sabem respeitar os ideais dos outros, e onde as diferenças acabam quase sempre sendo resolvidas dessa forma, com violência.
  Acho que estamos acomodados, acostumados com todos esses fatos que vemos no noticiário todos os dias, mortes, fome, violência são vistos como algo comum, ou mesmo esse fato lá na Líbia, mas acho que de alguma forma todos esses acontecimentos nos desalojam do nosso lugar comum, nos fazem pensar.
Não quero propor aqui uma discussão sobre quem está certo ou errado, se ele mereceu ou não, a questão é: Alguém tem direito de tirar a vida de outra pessoa desta forma? Um erro justifica outro? Se Kadafi fosse capturado e julgado não teria sido melhor para todos? Matar uma pessoa não é uma maneira simplificadora de ver as coisas, sem resolver e ver a complexidade de todo problema? Pense!

Por: Grupo

domingo, 6 de novembro de 2011

As diferenças e a sociedade.



  As pessoas classificam como certo um tipo de vida que para muitos pode não ser o ideal, mas mesmo assim de maneira contraditória dizem aceitar as diferenças. Mas será mesmo que isso ocorre? Muitas vezes, por seguir uma determinada religião, por acreditar em uma única verdade, as pessoas evitam o diferente, o novo e esquecem o mais importante...que todos somos seres humanos. E isto independe de raça, de religião e da forma que escolhemos levar nossas vidas. Paramos por algum momento e aceitamos de verdade pessoas ditas como ''diferentes''? Quem somos para julgar o que é certo, se muitas vezes nem conseguimos nos colocar no lugar do outro e sentir o que ele sente, seus reais sentimentos e suas angústias referentes a essa diferenciação que tanto é imposta por nossa sociedade.  Será que um dia sentimos realmente o que eles sentem com essa discriminação que a sociedade cria?    Pelo trecho do filme e acredito que por situações da vida real, podemos notar que certamente em algum momento da vida ocorre uma situação que nos faz refletir sobre nossas atitudes e sobre o que realmente importa. Aprendemos com os erros e as vezes até pagamos um preço caro por esta aprendizagem, e mesmo assim, será que é o suficiente para não fazermos os mesmos julgamentos em uma nova situação?
 Enfim, divido com vocês este trecho, pois foi um filme muito marcante na minha opinião e me fez refletir também. Então convido vocês a assistirem ao vídeo e deixarem suas opiniões sobre a reflexão feita.
 
 
  Vanessa.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Alteridade no nosso dia-dia!

Boa noite pessoal,
Estive pensando no que poderia postar e me dei por conta de um acontecimento recente, pelo qual me causou uma reflexão e realmente me tirou da minha zona de conforto, causando alteridade.
Certo dia, estava fazendo um evento no centro da cidade e fui liberada para almoçar, tinha apenas 30 min para almoçar. Como sempre correndo, fui ao Mercado Público, peguei um sanduíche e sai comendo, continuando correndo para dar tempo de chegar no horário. Foi então que passei por um menino de rua, que estava perto de mim, no que ele me viu começou a me seguir e gritou: "o tia, me dá um pedaço" e eu como reflexo respondi: "não, é meu almoço" e continuei caminhando rápido, sem nem olhar pra trás. No que me dei por conta do que havia feito, me senti muito mal. Poxa, era só um sanduíche, podia dar pra ele e ir pegar outro. Ele não estava me pedindo dinheiro, ou algo que normalmente achamos suspeito. Ele podia estar á horas sem comer. 
Pessoal, dividi com vocês um exemplo de alteridade que aconteceu comigo. Comente também se já aconteceu com você!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Invisibilidade social: outra forma de preconceito

Mateus Constantino

Ser invisível é sofrer a indiferença, é não ter importância. Essa maneira de discriminação está cada vez mais inserida na sociedade.

Vivian Fernanda Garcia da Costa
Mateus de Lucca Constantino


A invisibilidade social é um conceito aplicado a seres socialmente invisíveis, seja pela indiferença ou pelo preconceito. No livro “Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social”, o psicólogo Fernando Braga da Costa conseguiu comprovar a existência da invisibilidade pública, por meio de uma mudança de personalidade. Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari na Universidade de São Paulo. Segundo ele, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome”. Há vários fatores que podem contribuir para que essa invisibilidade ocorra: sociais, culturais, econômicos e estéticos. De acordo com psicólogo Samuel Gachet a invisibilidade pode levar a processos depressivos, de abandono e de aceitação da condição de “ninguém”, mas também pode levar a mobilização e organização da minoria discriminada.

Massa invisível


Um dos principais causadores da invisibilidade é a questão econômica. “O sistema capitalista sobrevive sob a lei do mais valia, na qual para que um ganhe é imediatamente necessário que outro perca. Desse modo a população de baixa renda é vista como um vasto mercado consumidor, e essa é sua única forma de visibilidade”, explica Gachet.

Para a universitária Sabrina Ribeiro Rodrigues a invisibilid
ade não só é provocada pelo fator econômico. “A educação familiar é determinante para a maneira como as pessoas tratam o outro”, completa. A bibliotecária Marlene Araújo acrescenta ainda que existe preconceito com as pessoas que não estão adequadas aos padrões de beleza. “Se fosse loira, alta e de olhos claros, com certeza me tratariam de outra maneira”, ressalta.
“Para mim o fator econômico não é o principal causador da invisibilidade social, e sim o status que adquirimos diante da sociedade. Se um professor de uma faculdade particular aqui do Brasil estiver em uma faculdade renomada como a de Harvard também se sentirá invisível”, explica a universitária Vanessa Evangelista.
Segundo Gachet o preconceito que gera invisibilidade se estende a tudo o que está fora dos padrões de vida das classes hierarquicamente superiores. Muitos são os indivíduos que sofrem com a invisibilidade social, como por exemplo, profissionais do sexo, pedintes, usuários de drogas, trabalhadores rurais, portadores de necessidades especiais e homossexuais.

Conseqüências

A invisibilidade social provoca sentimentos de desprezo e humilhação em indivíduos que com ela convivem. De acordo com Gachet ser invisível pode levar as pessoas a processos depressivos. “‘Aparecer’ é ser importante para a espécie humana, ser valorizado de alguma forma é parte integrante de nossa passagem pela vida, temos que ser alguém, um bom profissional, um bom estudante, um bom pai, uma boa mãe, enfim, desempenhar com louvor algum papel social”, diz.
Outra conseqüência dessa invisibilidade é a mobilização dos “invisíveis”, grupos de pessoas que se juntam para conseguir “aparecer” perante a sociedade. Muitos são os exemplos desses grupos: MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra), a Central Única de Favelas (CUFA), fóruns nacionais, estaduais e municipais de defesa dos direitos da criança e do adolescente.
Esses grupos também podem ser encontrados no crime organizado, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
A invisibilidade social já está cotidianamente estabelecida e a sociedade acostumou-se a ela, passar por um pedinte na rua ou observar uma criança “cheirando cola” em uma esquina é algo corriqueiro na vida social, segundo Gachet aceitar isso é violar os direitos humanos. “É preciso não só ver esses invisíveis, mas é preciso olhar para eles e sentir junto com eles, é preciso ‘colocar óculos em toda humanidade’”, finaliza.


Nesta corrida que vivemos no dia-dia muitos não se deu conta de pessoas que às vezes passamos constantemente. Um exemplo disto é quando entramos em um ônibus, poucos reconhecem aquelas pessoas (motorista e cobrador), que dificilmente recebem bom dia, boa tarde ou boa noite e frequentemente são lembrados somente quando é necessário reclamar ou necessitam de ajuda. Quis mostrar neste exemplo que quantas oportunidades perdemos diariamente de fomentar e/ou experimentar mudanças, não podemos negar que o outro existe, que é real, que ele também é um ser em humano em relação.

Paula

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Será que conhecemos a verdadeira Realidade?

O Bicho


           Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade,

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.



                                                                                                              Manuel Bandeira





Ao ler esta poesia fiquei comovida pois trata-se de uma situação avassaladora. Mas o que me chocou mais ainda é ver estas fotos mostrando que a poesia retrata a realidade do mundo em que vivemos e que esta é uma realidade de muitas crianças e famílias. Isto é muito triste relata a vida diária de muitas famílias.Esta realidade já foi e é retratada em diversas reportagens  como  por exemplo pelo jornal o globo e por meio de documentários  de Eduardo Coutinho que relata em boca do lixo esta realidade.
È extremamente inadmissível que isto faça parte da realidade.
Adultos, crianças e adolescentes disputam os restos para garantir seu próprio sustento e não morrerem de fome.Ao se ver essas fotos e esse poema não há como não ficarmos com tamanha degradação do nosso próximo.O importante aqui é nos questionarmos que sentimento isso nos causa?Será que é possível se colocar no lugar do outro nessa situação?

Viviane

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pare e Pense!

Cada indivíduo vive em busca de um ideal. Esse ideal que muitos buscam pode ser que para si seja o melhor, entretanto para outros seja algo completamente fora da realidade. Por esse motivo muitos para se sentirem notados vão em busca de seus ideias,mas que na verdade não são a busca de ideais que almejam e sim a busca do olhar do outro.Cada pessoa ao ver indivíduos na sua forma diferente de ser se chocam muitas vezes e tentam entender o porque dessas modificações.Com certeza ao verem esse vídeo se chocarão com algumas coisas ou se isso não ocorrer pelo menos vão pensar por qual motivo esses individuos fizeram isso com seu corpo.Será que é necessário transformar-se para que o outro note você?
Michele Silva