Quando se pensa em maternidade, geralmente se faz uma conexão com as questões que envolvem a gravidez e o nascimento de um bebê. Porém, esta não é a única forma de uma mulher exercer a maternidade, há também a possibilidade de se adotar uma criança.
Adotar é dar um lar àquela criança ou adolescente cujo destino os deixaram desamparados, é incluir a crianças ou o adolescentes em uma nova família, de forma definitiva, tendo em vista a ausência de seus pais naturais, conhecidos ou não, ou ainda, aqueles casos de perda de pátrio poder.
Vejo a adoção como um ato de amor e um grande exemplo de alteridade, a relação entre pais adotivos e a criança adotada em grande parte das vezes transformam ambas as partes positivamente. Algumas mães adotivas relatam que se sentiram “renascidas” com a chegada do filho e que, ao acompanharem o crescimento e as conquistas deste, sentiram-se crescendo também, outras comentam que o filho adotivo trouxe “vida” à família, integrou os membros da casa.
Esse sentimento é mútuo, muitas dessas crianças que recebem um novo lar também se sentem diferentes e transformadas com a nova família, se sentem mais felizes, mais valorizados e a maioria delas vivem muito bem.
Se uma criança sofre maus tratos no seio de sua família biológica, abusos de toda espécie, ou se é abandonada à própria sorte, vivendo nas ruas, sendo usada para o tráfico de drogas, como ocorre em nossos centros urbanos, é evidentemente que sua adoção, quer seja por parte de casal homossexual, ou heterossexual ou mesmo por pessoa solteira, desde que revele a formação de um lar, onde haja respeito, lealdade e assistência mútuos, só apresenta vantagens e transformações positivas na vida dessa criança.
A alteridade está muito presente na adoção, nessa relação entre pais e filhos adotivos que transformam uns aos outros, que se desalojam de seu lugar comum, que produzem diferença tanto na vida da criança como na dos pais. Um ato de amor que pode transformar, mudar vidas.
Carolina Schneid

