sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Será que conhecemos a verdadeira Realidade?

O Bicho


           Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade,

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.



                                                                                                              Manuel Bandeira





Ao ler esta poesia fiquei comovida pois trata-se de uma situação avassaladora. Mas o que me chocou mais ainda é ver estas fotos mostrando que a poesia retrata a realidade do mundo em que vivemos e que esta é uma realidade de muitas crianças e famílias. Isto é muito triste relata a vida diária de muitas famílias.Esta realidade já foi e é retratada em diversas reportagens  como  por exemplo pelo jornal o globo e por meio de documentários  de Eduardo Coutinho que relata em boca do lixo esta realidade.
È extremamente inadmissível que isto faça parte da realidade.
Adultos, crianças e adolescentes disputam os restos para garantir seu próprio sustento e não morrerem de fome.Ao se ver essas fotos e esse poema não há como não ficarmos com tamanha degradação do nosso próximo.O importante aqui é nos questionarmos que sentimento isso nos causa?Será que é possível se colocar no lugar do outro nessa situação?

Viviane

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pare e Pense!

Cada indivíduo vive em busca de um ideal. Esse ideal que muitos buscam pode ser que para si seja o melhor, entretanto para outros seja algo completamente fora da realidade. Por esse motivo muitos para se sentirem notados vão em busca de seus ideias,mas que na verdade não são a busca de ideais que almejam e sim a busca do olhar do outro.Cada pessoa ao ver indivíduos na sua forma diferente de ser se chocam muitas vezes e tentam entender o porque dessas modificações.Com certeza ao verem esse vídeo se chocarão com algumas coisas ou se isso não ocorrer pelo menos vão pensar por qual motivo esses individuos fizeram isso com seu corpo.Será que é necessário transformar-se para que o outro note você?
Michele Silva

domingo, 16 de outubro de 2011

Lição de Vida




     Nick Vijicic nasceu com deficiência física, não possui braços, nem pernas, apenas um pézinho. Isso não foi uma limitação para ele que procurou viver de forma a se adaptar a sua deficiência, conseguindo realizar atividades tendo como filosofia de vida o amor e a existência como pessoa. E isso é o que ele fala para as pessoas quando diz: "Não posso fazer isso ou não posso fazer aquilo... E você se concentra nas coisas que desejaria ter ou que não desejaria ter. E aí você se esquece do que VOCÊ TEM!" E é essa reflexão que convido vocês a fazerem neste post.

     É incrível como um vídeo possa nos impressionar e motivar e isso se deve à lição de vida que Nick transmite. Nos transforma e desaloja, uma vez que a sociedade não está preparada para aceitar as diferenças de pessoas com deficiências. Podemos observar isso quando vemos discriminarem os deficientes e esquecemos que todos somos humanos e que a vida depende da ajuda ao próximo para nos sentirmos melhores como pessoas.
     O vídeo é um exemplo claro de Alteridade e é quase impossível assistí-lo e continuar sendo a mesma pessoa, pensando da mesma forma, pois mexe com todas as nossas emoções e nos provoca reflexões sobre a nossa vida e nosso papepl nela. O exemplo de superação diante de uma grande dificuldade da vida (não ser completo fisicamente), como a de Nick, é uma motivação para superarmos qualquer dificuldade e "encararmos" a vida de maneira positiva.
     Gostaria que após assistirem ao vídeo, colocasse a sua opinião a respeito da reflexão feita e como isso contribui para a sua vida em termos de motivação pessoal, de acreditar em si mesmo, de ser capaz...

Daniele Viau.

sábado, 15 de outubro de 2011

Apresentação do Blog

Olá pessoal, 


     Somos um grupo de sete pessoas, Carolina Schneid, Daniele Viau, Mari Mattos, Michele da Costa, Paula da Rosa, Vanessa Arena e Viviani Correa,  alunas do curso de Psicologia da PUCRS e criamos este blog para trazer postagens de assuntos que estão diretamente ligados a nossa vida. Temos como objetivo refletir e discutir sobre o tema ALTERIDADE, proposto pela cadeira de Psicologia Social II, com orientação da Professora Vanessa Maurente.
      Os posts serão feitos pelo grupo, mas todos vocês estão convidados a participarem do nosso blog, serão bem vindos para trocar idéias e manifestar suas opiniões, e para darmos início ao nosso trabalho, falaremos um pouco do conceito de relação, Alteridade e Pensamento Complexo. 

     Para entendermos Alteridade, vamos começar falando do Pensamento Complexo. O pensamento complexo é não resignar-se ao saber parcelado, é não isolar um objeto de estudo de seu contexto, dos seus antecedentes, da sua evolução.
Por exemplo a vida é um sistema de reprodução que produz nós indivíduos que somos produtos da reprodução de nossos pais que somos também produtos e produtores da vida. Da mesma maneira somos produtores da sociedade porque sem humanos ela não existiria e ao mesmo tempo somos produtos desta sociedade que traduz leis, normas, regras que seguimos para continuar fazendo parte dela.

    A complexidade resultará do conjunto de novas concepções, de novas visões, descobertas e de novas reflexões. Ter pensamento complexo é ter um caráter multidimencional de toda realidade.
       Já o paradigma simplificador separa o que está ligado (disjunção), ou unifica o que é diverso (redução). Que é o paradigma que domina nossa cultura hoje em dia, as pessoas hipersimplificam as coisas e não vêem a complexidade do real.

      As relações entre as pessoas são um exemplo de Complexidade, não se pode estudar uma relação a partir de uma única pessoa. Por exemplo, em uma sala de aula, não podemos escolher uma pessoa para analisar seu comportamento, porque a toda a turma modifica o comportamento da pessoa escolhida. As relações fazem com que as partes mudem, logo, alteridade nos remete a um conceito de relação, e isso é bem complexo, não é como um jogo de lego, por exemplo, que se tira uma peça e encaixa outra... Pensando no lego é fácil, mas se pararmos para pensar, o conhecimento não é como uma peça de plástico., O conhecimento não é assim, a ciencia não é do mesmo jeito que o lego, nem o amor, nem as pessoas. No momento em que o sujeito está em relação, precisamos entender esse sujeito como sempre em relação com os aspectos orgânicos, sociais, com as questões econômicas, políticas e com o meio físico na qual ele vive.
 
       A mãe  e seu bebê também são exemplos de alteridade, pois são uma relação, não existe mãe com uma só pessoa, tem que haver o bebê, assim como não existe casal de namorados com uma única pessoa. As relações estão em constante mudança, não tem um ponto final, assim como tentar explicar as coisas, sempre uma explicação será superada por outra. 

 
      A partir do momento em que vemos o mundo de uma forma complexa, a gente vê o mundo de uma forma bem diferente, ou seja, em constante mudança, e isto é alteridade. Pensar em alteridade é promover e “sofrer” mudanças e ser o resultado dessas mudanças que vão ocorrer todos os dias das nossas vidas e por toda a vida, podendo acontecer através de relações entre as pessoas e através de coisas que nos “tocam” e nos remetem a sentimentos, promovendo mudanças em nós e nos outros.
     A prática de alteridade conduz da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos revestidos de cidadania.Pela relação alteritária é possível exercer a cidadania e estabelecer uma relação pacifica e construtiva com os diferentes na medida em que se identifique,entenda e aprenda a aprender com o contrário. 

     “Olhe para os dedos de sua mão.Eles são diferentes.Ainda bem,exatamente por serem diferentes eles são harmoniosos quando vistos em conjunto.Já imaginou se eles fossem todos iguais?Certamente teríamos dificuldade de fazer o que fazemos de maneira tão natural.A humanidade  pode se dizer,é semelhante a uma mão.Somos diferentes numa família ,somos diferentes numa região,somos diferentes numa nação.A diferença é inerente,portanto a natureza humana.Que bom que assim seja.’’ (Carlos Pereira)


     Fiquem a vontade para comentar, criticar e discutir as reflexões que as postagens vão promover em vocês =D