sábado, 15 de outubro de 2011

Apresentação do Blog

Olá pessoal, 


     Somos um grupo de sete pessoas, Carolina Schneid, Daniele Viau, Mari Mattos, Michele da Costa, Paula da Rosa, Vanessa Arena e Viviani Correa,  alunas do curso de Psicologia da PUCRS e criamos este blog para trazer postagens de assuntos que estão diretamente ligados a nossa vida. Temos como objetivo refletir e discutir sobre o tema ALTERIDADE, proposto pela cadeira de Psicologia Social II, com orientação da Professora Vanessa Maurente.
      Os posts serão feitos pelo grupo, mas todos vocês estão convidados a participarem do nosso blog, serão bem vindos para trocar idéias e manifestar suas opiniões, e para darmos início ao nosso trabalho, falaremos um pouco do conceito de relação, Alteridade e Pensamento Complexo. 

     Para entendermos Alteridade, vamos começar falando do Pensamento Complexo. O pensamento complexo é não resignar-se ao saber parcelado, é não isolar um objeto de estudo de seu contexto, dos seus antecedentes, da sua evolução.
Por exemplo a vida é um sistema de reprodução que produz nós indivíduos que somos produtos da reprodução de nossos pais que somos também produtos e produtores da vida. Da mesma maneira somos produtores da sociedade porque sem humanos ela não existiria e ao mesmo tempo somos produtos desta sociedade que traduz leis, normas, regras que seguimos para continuar fazendo parte dela.

    A complexidade resultará do conjunto de novas concepções, de novas visões, descobertas e de novas reflexões. Ter pensamento complexo é ter um caráter multidimencional de toda realidade.
       Já o paradigma simplificador separa o que está ligado (disjunção), ou unifica o que é diverso (redução). Que é o paradigma que domina nossa cultura hoje em dia, as pessoas hipersimplificam as coisas e não vêem a complexidade do real.

      As relações entre as pessoas são um exemplo de Complexidade, não se pode estudar uma relação a partir de uma única pessoa. Por exemplo, em uma sala de aula, não podemos escolher uma pessoa para analisar seu comportamento, porque a toda a turma modifica o comportamento da pessoa escolhida. As relações fazem com que as partes mudem, logo, alteridade nos remete a um conceito de relação, e isso é bem complexo, não é como um jogo de lego, por exemplo, que se tira uma peça e encaixa outra... Pensando no lego é fácil, mas se pararmos para pensar, o conhecimento não é como uma peça de plástico., O conhecimento não é assim, a ciencia não é do mesmo jeito que o lego, nem o amor, nem as pessoas. No momento em que o sujeito está em relação, precisamos entender esse sujeito como sempre em relação com os aspectos orgânicos, sociais, com as questões econômicas, políticas e com o meio físico na qual ele vive.
 
       A mãe  e seu bebê também são exemplos de alteridade, pois são uma relação, não existe mãe com uma só pessoa, tem que haver o bebê, assim como não existe casal de namorados com uma única pessoa. As relações estão em constante mudança, não tem um ponto final, assim como tentar explicar as coisas, sempre uma explicação será superada por outra. 

 
      A partir do momento em que vemos o mundo de uma forma complexa, a gente vê o mundo de uma forma bem diferente, ou seja, em constante mudança, e isto é alteridade. Pensar em alteridade é promover e “sofrer” mudanças e ser o resultado dessas mudanças que vão ocorrer todos os dias das nossas vidas e por toda a vida, podendo acontecer através de relações entre as pessoas e através de coisas que nos “tocam” e nos remetem a sentimentos, promovendo mudanças em nós e nos outros.
     A prática de alteridade conduz da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos revestidos de cidadania.Pela relação alteritária é possível exercer a cidadania e estabelecer uma relação pacifica e construtiva com os diferentes na medida em que se identifique,entenda e aprenda a aprender com o contrário. 

     “Olhe para os dedos de sua mão.Eles são diferentes.Ainda bem,exatamente por serem diferentes eles são harmoniosos quando vistos em conjunto.Já imaginou se eles fossem todos iguais?Certamente teríamos dificuldade de fazer o que fazemos de maneira tão natural.A humanidade  pode se dizer,é semelhante a uma mão.Somos diferentes numa família ,somos diferentes numa região,somos diferentes numa nação.A diferença é inerente,portanto a natureza humana.Que bom que assim seja.’’ (Carlos Pereira)


     Fiquem a vontade para comentar, criticar e discutir as reflexões que as postagens vão promover em vocês =D 




3 comentários:

  1. È incrivel mas as vezes temos que presenciar estas realizadas para valorizar e enchergar a vida de outra forma,analisar o muito que temos .Como pode uma pessoa com tal condição de vida conseguir aprender e se adaptar com esta realidade tão cruel que a vida lhe reservou? Só tendo um otimismo invejável para reagir.
    Viviane

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  2. Olá!

    Adorei esse introdução que o grupo elaborou e o fundo do blog. Gostei bastante da relação que vocês fizeram entre o Pensamento Complexo e a Alteridade.

    Esses dois conceitos andam juntos e é impossível, ao meu ver, entendermos todas as redes de influências e mudanças que ocorrem a todos os instantes sob o prisma do Pensamento Simplificador.

    Abraços!

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