segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Adoção: um ato de amor que transforma

        
  Quando se pensa em maternidade, geralmente se faz uma conexão com as questões que envolvem a gravidez e o nascimento de um bebê. Porém, esta não é a única forma de uma mulher exercer a maternidade, há também a possibilidade de se adotar uma criança. 
   Adotar é dar um lar àquela criança ou adolescente cujo destino os deixaram desamparados, é incluir a crianças ou o adolescentes em uma nova família, de forma definitiva, tendo em vista a ausência de seus pais naturais, conhecidos ou não, ou ainda, aqueles casos de perda de pátrio poder.
   Vejo a adoção como um ato de amor e um grande exemplo de alteridade, a relação entre pais adotivos e a criança adotada em grande parte das vezes transformam ambas as partes positivamente. Algumas mães adotivas relatam que se sentiram “renascidas” com a chegada do filho e que, ao acompanharem o crescimento e as conquistas deste, sentiram-se crescendo também, outras comentam que o filho adotivo trouxe “vida” à família, integrou os membros da casa.
   Esse sentimento é mútuo, muitas dessas crianças que recebem um novo lar também se sentem diferentes e transformadas com a  nova família, se sentem mais felizes, mais valorizados e a maioria delas vivem muito bem.
   Se uma criança sofre maus tratos no seio de sua família biológica, abusos de toda espécie, ou se é abandonada à própria sorte, vivendo nas ruas, sendo usada para o tráfico de drogas, como ocorre em nossos centros urbanos, é evidentemente que sua adoção, quer seja por parte de casal homossexual, ou heterossexual ou mesmo por pessoa solteira, desde que revele a formação de um lar, onde haja respeito, lealdade e assistência mútuos, só apresenta vantagens e transformações positivas na vida dessa criança.
    A alteridade está  muito presente na adoção, nessa relação entre pais e filhos adotivos que  transformam uns aos outros, que se desalojam de seu lugar comum, que produzem diferença tanto na vida da criança como na dos pais. Um ato de amor que pode transformar, mudar vidas.

Carolina Schneid

8 comentários:

  1. Realmente com adoção é possível dar amor fraternal para crianças que não tem seus genes e consequentemente se transformar com a relação. Sem falar que a infância é salva com este gesto de amor.
    Camila

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  2. Eu sou filha adotiva e posso dizer que minha família ''adotiva'' realmente mudou minha vida e sei que também transformei a vida dos meus pais, principalmente da minha mãe que sempre sonhou em ser mãe mas que biologicamente não poderia. Algumas pessoas ainda tem receio de adotarem por terem um certo preconceito o que é uma grande ignorância. Mas como a Carolina falou a adoção é um grande ato de amor que com certeza trás muitas transformações positivas e coisas boas para ambas as partes.

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  3. A adoção é realmente um ato de amor que transforma as pessoas, tanto quem adota quanto quem é adotado, claro que há excessões onde por exemplo crianças são maltratadas, mas quando essa relação funciona bem e é construída com amor e afeto produzem alteridade sim na vida das pessoas envolvidas.

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  4. A adoção ao meu ver também é um lindo gesto de amor, acho que pessoas que adotam tem o desejo de além de mudar suas vidas transformar a vida de uma criança que vive no abandono e que sonha em ter uma família, como mostrou no vídeo por melhor que seja o abrigo ele não substitui o grupo familiar. Acho que essa transformação mutua é um grande exemplo de alteridade e também de fraternidade.

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  5. Com certeza quando essa relação é construída com amor e afeto ela produz alteridade na vida das pessoas, assim como a experiencia da Juliana temos milhares de outros exemplos de experiencias de pessoas que adotam e são adotadas em que as pessoas relatam esse mesmo sentimento de transformação, de amor e de gratidão. Espero que mais pessoas possam passar a ver a adoção por outros paradigmas sem ser o de que maternidade tem que estar relacionado com a gravidez e com o nascimento de um bebê, podendo assim transformar a vida de muitas crianças que vivem na esperança de terem uma família, um lar mas que por muitas vezes acabam por viver no abandono, mesmo existindo muitas pessoas que gostariam de ter filhos e que biologicamente não podem, mas que optam por não adotarem uma criança por alienação ou puro preconceito.

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  6. Concordo contigo Carol, acho que essas pessoas que sonham em ter filhos mas que não adotam por preconceito só podem estar alienadas quanto a esse ato de amor como foi citado por ti e várias pessoas. Pra mim ficou muito claro a alteridade na adoção, espero que mais pessoas se desfaçam de seus preconceitos e continuem produzindo alteridade na vida de muitas crianças e pessoas. Parabéns pelo post e pelo tema escolhido ;)

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  7. Realmente a adoção é um gesto de amor, muitos casais não podem ter filhos e acabam adotando crianças carentes, pena que os casais preferem sempre as crianças mais novas e os mais velhos acabam ficando esquecidos, acho que deveriam adotar crianças mais velhas pois são solitárias e sozinhas e necessitam de amor. Também gostei do tema escolhido, parabéns.

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  8. Sim Ricardo, infelizmente existe uma preferencia na hora da escolha de uma criança onde se procura geralmente por bebes. É uma realidade muito triste, pois a medida que essas crianças vão crescendo fica mais difícil ainda de serem adotadas, esse é outro preconceito sobre a adoção que deve ser quebrado, pois tanto um adolescente como uma criança pequena precisam de amor e afeto, ambos podem produzir alteridade nessa relação.

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