Nick Vijicic nasceu com deficiência física, não possui braços, nem pernas, apenas um pézinho. Isso não foi uma limitação para ele que procurou viver de forma a se adaptar a sua deficiência, conseguindo realizar atividades tendo como filosofia de vida o amor e a existência como pessoa. E isso é o que ele fala para as pessoas quando diz: "Não posso fazer isso ou não posso fazer aquilo... E você se concentra nas coisas que desejaria ter ou que não desejaria ter. E aí você se esquece do que VOCÊ TEM!" E é essa reflexão que convido vocês a fazerem neste post.
É incrível como um vídeo possa nos impressionar e motivar e isso se deve à lição de vida que Nick transmite. Nos transforma e desaloja, uma vez que a sociedade não está preparada para aceitar as diferenças de pessoas com deficiências. Podemos observar isso quando vemos discriminarem os deficientes e esquecemos que todos somos humanos e que a vida depende da ajuda ao próximo para nos sentirmos melhores como pessoas.
O vídeo é um exemplo claro de Alteridade e é quase impossível assistí-lo e continuar sendo a mesma pessoa, pensando da mesma forma, pois mexe com todas as nossas emoções e nos provoca reflexões sobre a nossa vida e nosso papepl nela. O exemplo de superação diante de uma grande dificuldade da vida (não ser completo fisicamente), como a de Nick, é uma motivação para superarmos qualquer dificuldade e "encararmos" a vida de maneira positiva.Gostaria que após assistirem ao vídeo, colocasse a sua opinião a respeito da reflexão feita e como isso contribui para a sua vida em termos de motivação pessoal, de acreditar em si mesmo, de ser capaz...
Daniele Viau.
Uma coisa nao podemos esquecer nesta vida: a existência do eu só é possível mediante o contato com o outro. Eu apenas existo a partir do outro. Portanto, importa-se com o outro é um exemplo claro de alteridade. Nosso mundo é um mundo compartilhado! Sem acolhida, nao há vida! Parabéns pelo blog!
ResponderExcluirEsse vídeo é bastante comovente. Eu já o tinha visto e pensado nesta relação com a alteridade. Mas também devemos perceber esta relação em situações cotidianas, pois, como o Lisandro comentou, a existência do eu só é possível mediante o contato com o outro. Estamos sempre nos constituindo em relações e nos re-posicionando frente a elas.
ResponderExcluirCom certeza, concordo com vocês dois, de que é necessário o contato com o outro para existirmos de verdade. E é importante mostrarmos para o outro o que nós somos de verdade em relação a eles, e não apenas como somos em relação ao meio em que convivemos. A subjetividade é o que nos remete ao outro, e é tendo consciência da existência do outro e de suas necessidades, que produziremos marcas singulares e construção de crenças e valores em nós e no outro. Reconhecer as diferenças é reconhecer o direito do outro, e assim poderemos construir um mundo melhor, igual, sem preconceitos, sem racismo, sem guerras, sem fome e sem diferenças..
ResponderExcluirAlteridade foi o tema que eu mais gostei de estudar neste semestre!
ResponderExcluirCreio que é um aprendizado universal, que infelizmente é pouco valorizada atualmente.
Talvez porque para aprender precisamos antes admitir que não sabemos tudo, ou melhor, que não sabemos nada.
Confesso que é difícil pra mim receptar mensagens como a do Nick, geralmente eu rotulo como SENSACIONALISMO, essa é minha defesa.
Estudar essas coisas talvez nos faça perceber as nossas defesas, e nos torne mais abertos ao aprendizado.
Parabéns pelo blog e visitem o nosso:
www.osusemterapia.blogspot.com
Luiz
A história de Nick é um exemplo de produção de alteridade, uma vez que nos modificamos a partir da relação com ela.
ResponderExcluirA própria defesa que citou Luiz, produz uma mudança nele. Entender a mensagem como sensacionalista não significa estar indiferente com a sua história de vida. Podemos ficar incomodados, indignados, tristes, o que reflete um começo de transformação em nossas vidas.
Parabéns pelo blog, gurias!!
Se formos parar para pensar, quanta coisa já sabíamos sobre alteridade, apenas de outra forma, né Luiz. Vivemos alteridade em quase todos os momentos do nosso dia-a-dia em várias situações e realmente nunca somos os mesmos depois da experiência de alteridade.
ResponderExcluirOutro dia eu parei o carro na sinaleira da Salvador França com a Ipiranga e veio um jovem pedindo para limpar o vidro do carro, com detergente de louça na mão e um limpador de esponja, na hora fiz sinal que não e na verdade me assustei, pois estava sozinha, de noite, antes mesmo que ele visse meu sinal "não", ele já jogou detergente no vidro e passou aquele limpador com uma força que eu achei que fosse arranhar o vidro, na hora fiquei muito de cara, e abri o vidro e falei "mas eu disse que não queria" e ele olhou pra mim com um sorriso debochado e tirou o sabão e ficou escorrido na lata do carro. Isso foi uma alteridade porque me gerou uma angustia por me sentir impotente diante da situação. Essa relação entre eu e o rapaz, me desalojou, tanto que agora eu tenho receio de parar no sinal à noite.
Isso serve muito pra mim. Quando eu acho que meus problemas são os piores do mundo, e que meu mundo vai acabar, e tu olha pra um vídeo desses e tu consegue até rir dos teus "problemas". Eu sou a rainha de achar as coisas difíceis e começar a desistir. Esse cara é um grande exemplo que nada é impossível, e tem que passar por todos os obstáculos que a vida lhe impõe.
ResponderExcluirE esse vídeo veio logo em um dia que eu estava meio que desesperada com a faculdade e realmente me ajudou muito.
É quando nos deparamos com situações assim que percebemos como nossos problemas sao pequenos e muitas vezes futeis, e como consequentemente acabamos nos preocupando com a coisa errada, quanto o que realmente tem importancia e relevancia é muito mais simples, e normalmente precisa apenas de atitude, coragem e paciencia para nao desistir e conseguir. A pequena metáfora que Nick exemplifica quando narra a situação que pra ele é cair, e o fato de em cima da persistencia conseguir vencer, nos faz pensar em como somos capazes e as vezes mesmo nao acreditando em nosso potencial desejamos que os outros acreditem. Para algo ser possivel basta que se deseje o suficiente para torná-lo possível.
ResponderExcluirTer noção de alteridade é como ter noção da amplitude da vida, ou seja, saber se posicionar em um determinado contexto de tempo e de relação com o mundo. O que quero dizer é que ao inverso do solipsismo, que traduz a nossa relação com nosso ego, alteridade é a relação com o mundo a nossa volta, com o outro. Quando nos olhamos no espelho pensamos uma coisa, mas o que será que outra pessoa que nos vê pensa?
ResponderExcluirE aquilo que achamos certo, é mesmo o certo?
Temos mania de pensar que somos donos da verdade e tanto nossas qualidades como defeitos são maiores que os dos outros, que nossos problemas são os piores, até nos depararmos com o mundo a nossa volta e sabermos a amplitude de cada situação e a relação com cada pessoa.
Essa relação que nos torna melhores para a vida em sociedade e para nós mesmos.
Se eu tenho um problema, me acho a pessoa mais injustiçada do mundo, até ver alguém que tem um problema muito maior. Isso nos faz evoluir.
É fácil ver exemplos como este e ficar comovidos, derramar uma lágrima, o difícil é ter a exata dimensão disso e levar isso para a vida.
Mas alteridade não é só ver no outro e aprender com isso, ou mudar por causa daquilo que se vive ou que se vê. Alteridade é SABER SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO. E tendo essa noção, nos tornamos mais conscientes das nossas atitudes e passamos a nos relacionar melhor.
Nossas atitudes podem influenciar na vida de outra pessoa, mesmo que não saibamos disso. As vezes somos egoístas, pensamos somente em nós, sem saber que uma diferença na nossa atitude, faria diferença para outras pessoas também.
Já me estendi demais. O tema é bom! Importante para a vida ter esta noção, saber refletir.
Parabéns pelo Blog!
Muito bonito o vídeo. Não tanto pelas mensagens que o próprio Nick fala, mas pelo que ele representa. Ele dá exemplo de como a deficiência física só se torna uma fraqueza quando deixamos. E não deixa que o preconceito, que certamente ele sofreu e sofre, faça dele alguém com um valor menor.
ResponderExcluirEm um primeiro olhar, também vi como o Luiz. O modo como ele se expressa e como usa a sua situação faz com que a deficiência seja um produto. Ele vende o seu próprio problema. É triste por um lado, mas interessante por outro.
Nick conseguiu vencer o isolamento que geralmente os deficientes físicos sofrem, em razão da discriminação e da própria inadequação da estrutura social para aqueles que são diferentes (inadequação proposital, por sinal). Ele está tão inserido na sociedade que até a cultura mercantilista está presente na sua deficiência. O fato de ele vender a si próprio mostra que ele se vê e os outros o veem como um ser social normal. E isso é raro, quanto se trata de pessoas especiais.
Sim Christian, concordo. É a partir dessa proposta desse post e através da construção desse espaço, de trocarmos ideias a respeito do tema, que faremos mudanças em nós, em relação ao que ocorre em nossa volta, dedicando um olhar atento, sem exclusão, pois certamente isso nos construirá de uma forma mais positiva, pois as pessoas são todas iguais. Lembrei agora da reportagem do jornal do almoço do dia 26/10 que o tema era "Gentileza gera gentileza" e ali estava sendo comentado sobre o comportamento das pessoas em relação umas as outras, que muitas vezes um "com licença", "muito obrigada" ou uma outra atitude de ajuda ao próximo, como no caso da reportagem onde mostrou uma pessoa desconhecida se oferecendo para dar uma ajuda a outra pessoa que estava atrapalhada com as suas bagagens, torna as relações humanas melhores, e faz bem.
ResponderExcluirDani acho que pior seria, se estas pessoas, portadoras de necessidades especiais ,não fossem “completas” na totalidade de seu ser. Nossos corpos são apenas uma porcentagem pequena do que somos de verdade, são veículos para a alma. Se a alma esta intacta nada mais importa. O mundo esta cheio de belos mortos vivos.
ResponderExcluirGostei da tua iniciativa! O gostando de ver como estas expondo teus pensamentos.Continua!Beijo de um pirata que te subestimou!
Lê e Val, que ótimo vocês terem comentado no blog, certamente vocês além de interagirem com a nossa proposta, vocês se beneficiaram dela, pois acabaram percebendo que os seus problemas, que pareciam grandes, tornaram-se pequenos quando comparados ao do Nick que mostrou que a deficiência fisica não é o limitador e que quando se tem objetivos e amor naquilo que realizamos, podemos auxiliar pessoas a serem melhores para sí e para a sociedade em que vivem.
ResponderExcluirEntão Xande, a relação de alteridade está exatamente na motivação que o vídeo é capaz de promover nas pessoas. Nick expõe o seu problema mostrando que a deficiência física não é barreira, que a exclusão e a discriminação só encontram espaço quando não se acredita que é possível construir, ensinar e aprender. Certamente o objetivo do vídeo foi alcançado pois promoveu algum tipo de reação nas pessoas que assistiram e é a partir daí que podemos entender melhor a nós mesmo e aos que fazem parte da nossa sociedade e do mundo como um todo. É muito importante que reflitamos sobre quem somos de verdade, sobre como lidamos com as relações que estabelecemos com o nosso próximo. Será que quando entramos em relação, entramos sozinhos colocando somente o nosso ponto de vista ou permitimos reconhecer o outro?
ResponderExcluirOi Sérgio. Então, percebe-se que Nick é uma pessoa "completa" e através da via do amor e da generosidade, ele estabeleceu relação com o mundo, procurando mostrar que não existe limite para as coisas que acreditamos ser possíveis. Se pararmos realmente para pensar em quantas coisas podemos fazer pelo próximo, às vezes um simples gesto, uma palavra, o respeito às diferenças e a dignidade do outro, nos faria perceber que se as relações entre os humanos forem realmente humanas, iremos nos construir pelo que temos de melhor, que é o nosso interior, e assim viveríamos num mundo de harmonia.
ResponderExcluirAh, e que bom que te surpreendi, e certamente tu tens me auxiliado nessas mudanças.